Um dia, me diminui pra caber no olhar do outro.
Era um olhar incômodo e deformado
sem razão, nem sobriedade
que me fazia insignificante e me tornava detenta.
Aquele olhar me desejava e me desdenhava
me apreciava e me ignorava
Mas nunca me enxergava
via apenas o meu contorno.
E por trás daquela retina embaçada
eu não podia ser outra
senão a pessoa diminuta
sem as cores da íris
E isso, era tudo que em mim aquele olhar avistava.
By minha grande e admirável amiga: Arlene L. Araújo - Porto Alegre, 08 de setembro de 2012

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