Martha Medeiros
Nesta "caixinha de sentimentos" falo o que estou vivenciando, o que penso...sem achar que sou dona de alguma verdade incontestável! Compartilho vivências em casamento, DIY, saúde, vida a dois, decoração, viagens, fé e outras coisas doces da vida! Amo a Deus! Amo minha família, o Direito e meu trabalho... simples assim!
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30/04/12
Morre lentamente....
27/04/12
26/04/12
Martha Medeiros - Uma mulher entre parênteses

"Tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação
Era como ela catalogava as pessoas: através dos sinais de pontuação. Irritava-se com as amigas que terminavam as frases com reticências... Eram mulheres que nunca definiam suas opiniões, que davam a entender que poderiam mudar de ideia dali a dois segundos e que abusavam da melancolia.
Por outro lado, tampouco se sentia à vontade com as mulheres em estado constante de exclamação. Extra, extra! Tudo nelas causava impacto! Consideravam-se mais importantes do que as outras! Ela, não. Ela era mais discreta. A mais discreta de todas.
Também não era do tipo mulher dois pontos: aquela que está sempre prestes a dizer uma verdade inquestionável, que merece destaque. Também não era daquelas perguntadeiras xaropes que não acreditam no que ouvem, não acreditam no que veem e estão sempre querendo conferir se os outros possuem as mesmas dúvidas: será, será, será? Ela possuía suas interrogações, claro, mas não as expunha.
Era uma mulher entre parênteses.
Fazia parte do universo, mas vivia isolada em seus próprios pensamentos e emoções.
Era como se ela fosse um sussurro, um segredo. Como uma amante que não pode ser exibida à luz do dia. Às vezes, sentia um certo incômodo com a situação, parecia que estava sendo discriminada, que não deveria interagir com o restante das pessoas por possuir algum vírus contagioso.
Outras vezes, avaliava sua situação com olhos mais românticos e concluía que tudo não passava de proteção. Ela era tão especial que seria uma temeridade misturar-se com mulheres óbvias e transparentes em excesso. A mulher entre parênteses tinha algo a dizer, mas jamais aos gritos, jamais com ênfase, jamais invocando uma reação. Ela havia sido adestrada para falar para dentro, apenas consigo mesma.
Tudo muito elegante.
Aos poucos, no entanto, ela passou a perceber que viver entre parênteses começava a sufocá-la. Ela mantinha suas verdades (e suas fantasias) numa redoma, e isso a livrava de uma existência vulgar, mas que graça tinha?
Resolveu um dia comentar sobre o assunto com o marido, que achou muito estranho ela reivindicar mais liberdade de expressão. Ora, manter-se entre parênteses era um charmoso confinamento. “Minha linda, você é uma mulher que guarda a sua alma.”
Um dia ela acordou e descobriu que não queria mais guardar a sua alma. Não queria mais ser um esclarecimento oculto. Ela queria fazer parte da confusão.
“Mas, minha linda...” E não quis mais, também, aquele homem entre aspas.
Jornal Zero Hora, 07 de agosto de 2011.
Martha Medeiros
À Margem de nós mesmos!
23/04/12
Eu não vou desistir!
Não desista, vá em frente. Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso. Nunca ouvi falar em ninguém que tivesse tropeçado em algo enquanto estava sentado."
Caio F. Abreu
Eu escolhi....: Não vou desistir!
22/04/12
Você se lembra?
Ei, você se lembra? Senta aqui e me diga: do que você se lembra mais? São tantas coisas, né, eu sei, fica difícil calcular. Mas será que você se lembra de todas as pessoas que já passaram por sua vida? Aquelas que, ainda que por pouco tempo, deixaram marcas profundas ou aquelas que simplesmente passaram como quem cruza uma esquina?
E daquelas que só apareceram para lhe causar dor, que te prometeram o mundo, que juraram sempre estar ao seu lado e, quando você mais precisou – PUFT – desapareceram num passe de mágica. Eu sei, essas você preferia esquecer…
E as palavras ditas, você se recorda? Aquelas que tinham o poder de colorir seu dia ou até mesmo te desmoronar e, hoje, já não têm valor algum? É, temos que admitir, tudo muda. A interferência do tempo é algo inacreditável. As palavras se esvaem, as pessoas se reinventam, os amores mudam e renascem em novos corações, vão e vêm.
As promessas nem sempre são cumpridas e os planos nem sempre concretizados, porque no meio do caminho, você também muda, e seus sonhos, e suas verdades, seus gostos, suas escolhas.Tem coisas que se vão, que as circunstâncias levam, e que o vento não traz de volta, e ponto. É preciso aceitar, ainda que seja uma tarefa árdua, que tudo um dia se vai. Mas o que é verdadeiro realmente fica, ainda que apenas em nossa mente, nosso coração, nossa alma, mas, de alguma forma, fica.
E, acredite, isto não é um conselho de livro de auto-ajuda, mas têm coisas que mudam para o nosso próprio bem, cedo ou tarde, a gente descobre isso. Às vezes, não estamos perdendo algo, mas sim nos livrando de algo. Certas portas são fechadas para que novas possam ser abertas, certas pessoas se vão, para que novas possam entrar. E a lágrima costuma ser uma maneira de limpar o território para os sorrisos que estão por vir.
Viver é lembrar e, ao mesmo tempo, aprender a esquecer. Não digo esquecer como quem faz uma lavagem cerebral na memória e seleciona o que se quer deletar. Não, não falo disso. Mas falo de superação, de cabeça erguida, do famoso “bola pra frente”.
E essas lembranças, que tanto remexem nosso estômago, não podem ser deletadas, elas sempre vão estar ali, em off, subentendidas, adormecidas. Mas também são elas que nos ensinam a ser mais fortes, mais atentos, mais maduros, mais imperfeitos, mais reais, mais humanos.
As lembranças do ontem estão estampadas no que somos hoje. Elas trazem não só saudade, mas dor, medo, culpa, ausência, perturbação, nostalgia. E servem para nos lembrar – como o nome sugere – de algo que foi verdade um dia.
E é essa noção de verdade que nos faz valorizar o que a vida tem de melhor, tirando de cada sofrimento, de cada tombo, de cada joelho ralado, de cada decepção, de cada lembrança, um aprendizado.
Como dizem mesmo? Recordar é viver
17/04/12
MUDAR!
Grey's Anatomy
16/04/12
Para todo fim, há um recomeço!
É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É... loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço."
Antoine de Saint-Exupéry
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